Infecção por Helicobacter pylori

A infecção pela bactéria Helicobacter pylori é a principal causa de gastrite e úlcera em todo o mundo. Os fatores de risco para essa infecção são idade avançada, raça (negros, hispânicos e orientais) . A transmissão dessa bactéria é de modo fecal-oral, ou seja, devido ao hábito de não lavar bem as mãos após evacuar,

A bactéria H. pylori é encontrada na boca (saliva e dentes) e nas fezes. Ela pode ser transmitida de pessoa para pessoa, especialmente se as pessoas infectadas pela bactéria não lavarem bem suas mãos após a evacuação.Outra forma possível de transmissão é através do beijo e do contato próximo.

Como a bactéria sobrevive no ambiente ácido inóspito do estômago? De duas formas – uma por ficar localizada justamente na camada mucoide que protege o próprio estômago e outra por produzir amoníaco, que também ajuda a proteger do ácido.

Nem toda queimação no estômago está relacionada à bactéria. A pessoa pode ter esses sintomas por outros motivos, como esofagite e dispepsias funcionais ou até mesmo gastrite de outras etiologias.

SINTOMAS

  • Assintomáticos
  • Dificuldade na digestão
  • Dor na região alta do abdome

DIAGNÓSTICO

Existem várias formas de se diagnosticar o H. pylori.

Histologia: É feito através da retirada de um pedaço da parede do estômago, que é conservado em formol e enviado a um laboratório. Nesse local, esse pedaço irá ser cortado em fatias finas e colocado em uma lâmina, com o uso de corantes específicos para ser posteriormente avaliado em um microscópio por um médico especialista denominado patologista. Duas colorações são utilizadas: a base de prata (Warthin-Starry) e o método de Giemsa modificado, método mais barato, amplamente disponível e que permite fácil identificação da bactéria.

gastrite

Teste rápido da urease: Esse exame também é realizado durante a endoscopia, da mesma forma que a histologia. Através dele, um pedaço do estômago é retirado e colocado em uma solução de uréia com um marcador de pH. Na presença do H. pylori, a uréase gera uma reação de alcalinização, modificando sua cor de amarelo para vermelho.

Teste respiratório com uréia-13C: Nesse método, a urease bacteriana, que decompõe a ureia marcada em gás carbônico marcado e amônia, é detectada na respiração. Para isso, a pessoa deverá operar no aparelho em dois momentos, sendo um basal e outro meia hora depois da ingestão do marcador misturado com suco.

Teste do antígeno fecal: É um ensaio imunoenzimático direto que detecta antígenos bacterianos em amostra de fezes, através de anticorpos monoclonais. Ambos os testes são acurados, com sensibilidade e especificidade acima de 94%.Exatamente como nos exames anteriores, o uso de medicações antiácidas e antibióticas pode alterar o resultado final. Isso pode ocorrer também na presença de diarreia. Não está disponível comercialmente no nosso meio.

Sorologia: A detecção de anticorpos contra o H. pylori na corrente sanguínea também é possível. Esse é o método não invasivo menos eficaz, mas tem a vantagem de não ser afetado pelo uso recente de medicações.

Para evitar falso negativos (que é quando a pessoa tem a bactéria H.pylori, porém o exame dá negativo erroneamente), deve-se suspender o uso de inibidores de bomba de prótons nos 15 dias anteriores ao exame de de antibióticos e sais de bismuto um mês antes. Para substituir essas medicações se o paciente for muito sintomático, podem ser introduzidas outras classes de medicamentos como os antiácidos e bloqueadores de receptor de histamina.

É importante saber que , em caso de hemorragia digestiva alta (vômitos com presença de sangue ou fezes enegrecidas), a pesquisa de H.pylori seja por teste de urease ou por biópsia também pode dar falso negativo. Nesses casos, procede-se à pesquisa por sorologia, que é uma avaliação da presença de bactéria no sangue.

COMPLICAÇÕES

Quase 100% das pessoas que possuem a bactéria têm também gastrite. Além disso, esse micro-organismo pode aumentar o risco de úlceras, uma vez que aumenta a acidez do estômago e produz toxinas, bem como tem relação íntima também com o câncer de estômago.

Segundo o último Consenso brasileiro de tratamento do H.pylori, liberado em 2019, estima-se que cerca de 80% dos tumores malignos do Estômago tenham relação com a infecção pelo H.Pylori.

ulcera

TRATAMENTO

• Antibióticos e um inibidor da bomba de prótons;
• Depois do tratamento, são realizados exames para confirmar que houve de fato a erradicação da infecção por H. pylori.

Como qualquer outra infecção bacteriana, a infecção por H. pylori deve ser tratada com antibióticos. A primeira linha de tratamento envolve o uso de dois antibióticos diferentes durante um período de 14 dias, além do uso de inibidores de bombas de prótons, que diminuem a acidez gástrica. Após o fim do tratamento, devem ser realizados exames para controle de cura.

Em caso de úlcera péptica, o tratamento com antibióticos diminui a recidiva da mesma para 10%, ao passo que, sem o uso dessas medicações contra o H.pylori, a chance da úlcera voltar giram em torno de 50%.

Durante o tratamento, orientamos evitar bebidas alcoólicas, doces, refrigerantes, frituras, condimentos, frutas cítricas como laranja, limão, abacaxi e maracujá.
Mesmo pessoas assintomáticas deverão tratar essa bactéria, posto que a mesma pode gerar uma inflamação crônica no estômago, que , com o passar dos anos, pode evoluir para câncer.

O uso concomitante de probióticos durante o tratamento dessa bactéria é importante para minimizar efeitos colaterais dessas medicações e reorganizar a microbiota. Mulheres grávidas não devem tomar os antibióticos para tratamento do H. pylori, pois eles podem causar risco à gestação. Nesse caso, a recomendação é aguardar o fim da gestação para iniciar o tratamento. Até lá, podem ser usadas algumas medicações específicas para aliviar os sintomas.

Após o tratamento do H.pylori, deve –se realizar nova endoscopia de 6 a 12 meses para controle de cura.

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